HPV – Papilomavirus Humano

São vírus que podem infectar a pele de qualquer parte do corpo e da região genital, incluindo pênis e bolsa escrotal nos homens e qualquer parte da vulva, vagina e colo do útero em mulheres. Saiba como se prevenir, como ocorre a infecção, o diagnóstico e o tratamento do HPV.

1. O que é o HPV?
O HPV, ou papilomavírus humano, compreende uma família de vírus com quase 200 subtipos atualmente, sendo que aproximadamente 40 deles acometem o trato genital. São vírus que podem infectar a pele de qualquer parte do corpo e da região genital, incluindo pênis e bolsa escrotal nos homens e qualquer parte da vulva, vagina e colo do útero em mulheres. A infecção do canal urinário (uretra) pode ocorrer em ambos os sexos. Além disso, o HPV pode infectar qualquer órgão do corpo em indivíduos com imunidade baixa, como nos infectados pelo HIV.

2. Como ocorre a infecção?
A infecção depende de contato direto do vírus com a pele de qualquer parte do corpo ou região genital, que geralmente ocorre após pequenos traumas (microtraumas). No caso da transmissão sexual, esses microtraumas são ocasionados pela relação sexual desprotegida. Estima-se que 1-2% da população sexualmente ativa apresente a infecção ativa pelo HPV, estando diretamente relacionado a fatores de risco como idade, comportamento sexual, uso de preservativo, tabagismo e a presença de outras doenças sexualmente transmissíveis associadas.

3. O que a infecção pelo HPV pode causar?
Considerando a infecção genital pelo HPV, existem basicamente duas classes de vírus: aquela cujos vírus causam apenas as verrugas genitais (também denominada de condiloma acuminado, popularmente conhecida como ‘crista de galo’) e uma segunda classe associada ao câncer de colo de útero na mulher. Os vírus pertencentes à primeira classe são denominados de baixo risco, sendo os principais subtipos o 6 e o 11. Já os subtipos 16, 18, 31 e 33 são os principais subtipos da segunda classe e são classificados como grupo de alto risco para o câncer de colo uterino. Por outro lado, a ciência médica ainda não conseguiu provar uma associação entre o HPV e o câncer de pênis.

4. O HPV tem cura?
Depois de instalada no organismo, a infecção é considerada incurável até o momento, assim como o vírus causador do herpes. Contudo, quando adequadamente tratada por um profissional especializado, o vírus geralmente entra em equilíbrio com o sistema de defesa, e as lesões clínicas (verrugas) tendem a intervalos de recorrência bastante espaçados. A dinâmica do HPV é extremamente variável e depende da quantidade de vírus no organismo, do tamanho da lesão inicial, do número de lesões e do sistema de defesa de cada indivíduo. Existem indivíduos que não apresentam ou apresentam poucas recorrências, enquanto em outros a doença recorre frequentemente.

5. Como é feito o diagnóstico e o tratamento do HPV?
Geralmente o próprio paciente identifica a presença das verrugas, principalmente os homens. O urologista confirma o diagnóstico e indica o tratamento. No caso das mulheres, o diagnóstico torna-se mais difícil por conta do aparecimento das lesões comumente ocorrer na região interna da vagina ou no colo do útero, daí a necessidade do exame ginecológico rotineiro. Em casos de dúvida, outros métodos diagnósticos como a genitoscopia, colpocitologia, biópsia e análise da lesão e a captura híbrida podem ser necessários. Embora a ciência demonstre que verrugas muito pequenas e não visíveis a olho nu possam transmitir a doença, o mais importante, além do controle dos fatores de risco, é o tratamento das verrugas visíveis, ou seja, a partir de 1-2 mm de diâmetro. Vários métodos podem ser utilizados no tratamento do HPV, sendo os mais utilizados a cauterização elétrica ou química (poder ser feita com ácido tricloroacético 70-90%, podofilina ou imiquimod). Um dos fatores mais importantes no sucesso do tratamento é o entendimento do problema por parte do paciente e o acompanhamento de perto pelo médico especialista, que geralmente é o urologista para os homens e o ginecologista para mulheres.

6. Existe vacina para o HPV?
No Brasil já estão aprovadas 2 vacinas contra o HPV: a bivalente (para o subtipo 16 e 18) e a quadrivalente (para os subtipos 6, 11, 16 e 18). Vários trabalhos demonstraram que elas são seguras e efetivas, mas não são capazes de curar a infecção já instalada. Como qualquer vacina, ela é capaz de proteger o indivíduo contra a doença antes do contato com o vírus e, portanto, são preventivas. Em casos específicos, a vacina pode ajudar no controle da doença recorrente em indivíduos infectados pelo HPV.

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